Novembro - 10 - Sábado

Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos
(Jó 42:5).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE JÓ (Leia Jó 42:1-17)

Chegamos ao final do livro e à grande lição que Jó finalmente compreendeu. Chamamos isso de libertação – libertação do nosso desprezível ego. À medida que Deus fala, todas as elevadas opiniões que Jó tinha de si mesmo se desvanecem. Pouco a pouco, Jó descobre, horrorizado, a impiedade de seu próprio coração. Ele, que havia prometido não dizer mais nenhuma palavra (40:5), exclama: “Me abomino e me arrependo no pó e na cinza”. Foi isso que um homem “íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (1:1) tinha a dizer quando se achou na presença de Deus. 
Jó foi cirandado como trigo. Foi um procedimento doloroso, mas que, como também no caso de Pedro, retirou toda a sua confiança em si próprio. Agora ele estava em condições de fortalecer seus irmãos e orar por seus amigos (v. 10; Lucas 22:31-32). 
O Senhor o chama de “meu servo” quatro vezes e culpa os três miseráveis amigos de Jó. Ele envia outros consoladores que oferecem verdadeiro consolo a Jó. Deus não restaurou o patriarca à posição anterior; Ele o fez duas vezes mais próspero. No entanto, depois dessa experiência, Jó adquiriu algo infinitamente mais valioso: aprendeu a conhecer Deus, e, ao mesmo tempo, a conhecer a si mesmo.